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Arquivo da Categoria 'história'

Na última segunda-feira a professora da Universidade de Estocolmo Louise Wallengberg deu uma palestra na Universidade FUMEC, e o À Moda da Casa esteve lá para acompanhar essa aula imperdível.

A sueca apresentou uma palestra super bacana com o tema “Hitchcock e Dior: Moda no Cinema Hollywoodiano nos anos 50”, onde abordou a produção de estilistas que trabalharam junto do diretor Alfred Hitchcock – não só Christian Dior, mas também Edith Head.

Louise – que é Ph.D. em Cinema pela Universidade de Estocolmo e tem formação também em Design de Moda – disse que sempre foi uma grande admiradora dos figurinos presentes nos filmes de Hitchcock, mas que não se atrevia a fazer uma análise mais profunda sobre o assunto. Foi só depois de ter entrado no campo do Design que se aventurou a iniciar esse estudo pioneiro.

Hitchcock ficou conhecido como o grande mestre dos filmes de suspense e thriller psicológico, mas há um lado do diretor que pouca gente conhece. Alfred sempre se importou muito com cada detalhe de suas produções, então com os figurinos não seria diferente. Hitchcock se interessava tanto pelo ramo da moda que, segundo Louise, chegou a escolher ele mesmo os figurinos da protagonista de um de seus filmes porque disse que os escolhidos pelo figurinista não conseguiam captar a essência da personagem.

Para a palestra, Louise escolheu analisar os figurinos femininos de três filmes de Hitchcock da década de 50: Janela Indiscreta (1955), Ladrão de Casaca (1955) e Intriga Internacional (1959). Como são todos filmes do período pós-guerra, a influência histórica é notável. Durante a 2ª Guerra Mundial a retração da economia fez com que as mulheres passassem a se vestir de modo mais andrógeno. A busca por conforto e simplicidade fez com que fossem popularizados ternos com corte masculinizado e peças que desvalorizavam as formas da mulher.

Depois desse período – é essa a situação apresentada nos filmes de Hitchcock – as mulheres passam a buscar uma exaltação exagerada de seu corpo. Dior tinha o desejo de transformar as mulheres em delicadas pétalas de rosas novamente e foi buscar inspiração na sensualidade dos anos 30: corpetes para afinar e marcar bem a cintura – resgatados lá da moda do século XIX de Charles Worth -, saias longas e muitas camadas de tecido eram comuns. O estilo – popularizado por Dior e Edith, que adaptou a moda de Paris para os americanos – ficou conhecido como new look.

As mulheres de Hitchcock são heroínas paradoxais, independentes, seguras de si e de sua feminilidade. Os enredos, por outro lado, fazem uma crítica a essa busca exagerada pelo feminino. As mulheres se martirizavam para conseguir formas não naturais de beleza corporal, sacrificando sua saúde [e sua coluna!] em prol de sua aparência. Nos filmes, essas personagens são sempre mulheres que, embora poderosas e bem-sucedidas, tem dificuldade em se casar com o homem que amam. A maneira de vestir é uma forma de se auto afirmar diante da sociedade e de seus homens.

Há essa necessidade de mostrar que elas podem cuidar de si próprias e também de seus maridos. Nessa época, no entanto, o convencional era que a mulher se casasse cedo, e as heroínas de Hitchcock se vêem então forçadas a escolher entre o casamento com o amado ou uma vida profissional bem sucedida onde viveriam sozinhas. É, então, a partir do momento que elas deixam o new look de lado, se vestem de forma simplória e deixam de ser uma ameaça os seus maridos [quem paga as contas agora é o homem!] que são aceitas por eles, e isso fica claramente ilustrado nos filmes de Hitchcock.

Louise fez ainda uma breve análise sobre como o cinema influenciou a aceitação do new look pela alta sociedade européia, mostrou trechos dos filmes de Hitchcock onde é possível perceber a influência da roupa na postura adotada pela mulher e respondeu todas as perguntas da platéia. Para quem se interessou, fica aqui uma cena do filme Janela Indiscreta com a adorável Grace Kelly.

A gente ficou com gostinho de quero mais. ;)

24_agosto_2010

A história da maquiagem

Postado por: à moda da casa

Pesquisando por aí, achamos uma matéria da Revista Veja sobre como começou a maquiagem. Vale a pena ler!

daqui!
29_julho_2010

Como Usar :: Clochard

Postado por: Aneloisa

Muitas mulheres ainda têm medo de volumes extra que alguns modelitos podem proporcionar. Nos últimos anos, primeiro foram as balonês – que, diziam, nunca pegaria -, depois as mais contidas tulipas e, mais recentemente, as roupas arquitetônicas, com ângulos abusados. Agora, a peça da vez nas passarelas brasucas e que tem tudo para ser o charme do verão é a clochard. O nome de origem francesa é traduzido literalmente como “mendigo”, título que se deve à amarração característica destes modelos de calças, saias e shorts, que parecem ser maiores do que deveriam. Com ares de roupa de segunda mão mesmo.

Hit dos anos 1980, o cós clochard volta à tona sob formas mais contidas e modelagens mais interessantes que poderão até entrar para a wishlist das mocinhas que fogem das referências oitentistas. Para quem quer experimentar o modelito sem medo: aposte nos shorts e saias que tenham uma “sobra” de tecido no cós menor no quesito comprimento e volume. Outra dica é adotar um look monocromático como o da Graça Ottoni ou ainda confundir o olhar com estampas parecidas e a sobreposição de um paletó como fez a Cavendish. Note que se o tecido da saia ou short for um pouco armado, é melhor optar por um agasalho também mais rígido como o paletó do mesmo look. Já no visual da Claudia Simões, no qual a saia levinha quase não gera volume extra na cintura, vale sobrepô-la com uma camisa ou cardigan levinho.

Sabe aquela regrinha de contrabalançar o volume da parte de baixo do look com um top sequinho e vice-versa? Quando o assunto for clochards, é possível fugir deste jogo de contrastes. É que, neste caso, uma blusa de tecido leve que seja mais soltinha dará ainda mais graça ao arremate do clochard na cintura. O look do Lucas Nascimento, por exemplo, é lindo, mas é para poucas. Note como a regata justinha, unida à clochard volumosa gera uma ilusão de ótica de que a modelo não tem uma cinturinha bem marcada. Do contrário, quando a clochard mais volumosa é combinada com uma peça mais soltinha, cria-se a impressão de uma cintura mais fina, o que pode favorecer às donas de corpos não tão curvilíneos. A partir daí, é escolher se a parte de cima do look será a de maior destaque – como é o caso do look de Carlos Miele, através da blusa estampada – ou se será a parte de baixo a protagonista.

19_julho_2010

:: Hoje começa todo Ti-ti-ti ::

Postado por: bia vianna

Hoje, estréia na Globo o remake do grande sucesso de Ti-ti-ti. Quem tem 30+ deve lembrar da novela. Eu que tenho [quase] trinta, super me lembro e, quem sabe, daí não veio um pouco da influência da minha profissão?

De todo esse burburinho do remake, prefiro esperar para ver no ar e aí comentar. Então, pra aguçar nossa memória vou postar aqui o vídeo do Boka Loka, batom lançado na ficção que fez sucesso na vida real – e que eu tinha!!
Em tempos de muitas cores na boca, espero que o batom desta nova versão da novela faça tanto sucesso quanto fez no passado!

17_março_2010

O poder de Alice

Postado por: à moda da casa

Quem poderia imaginar que a expectativa em torno de um filme influenciaria e inspiraria tanto o mundo da moda? Esse é o poder de Tim Burton e do tão esperado, Alice no país das Maravilhas. Que está causando ainda mais do que o filme Maria Antonieta, lançado em 2006.

Faltando pouco menos de um mês para a estréia, prevista para 16 de abril, o filme já rendeu produtos de beleza e inspirou coleções, editoriais de moda e designers mundo afora.

A OPI, uma das marcas gringas de esmalte mais famosas, lançou uma mini coleção inspirada pelo fime de Tim Burton.  São 4 cores com tons e nomes que fazem jus à carga de imaginação da história: Thanks so Muchness!, Mad as a Hatter, Absolute Alice e Off with her Red.

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O Coletivo Amor de Madre, loja contemporânea de design localizada em São Paulo, que vende criações de artistas e novos talentos, lança hoje a coleção de porcelanas e objetos decorativos de Amaury Moraes, entitulada Who are you? – Tá na cara de onde o artista tirou inspiração para criar, né?

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Apaixonada pela história de Alice, a estilista Stella McCartney criou uma coleção limitada de acessórios em parceria com a Disney. São braceletes e colares inspirados no longa de Tim Burton.

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Tom Binns, designer de jóias, também em parceria com a Disney, criou uma linha especial baseada nos personagens Chapeleiro Maluco, Coelho Branco, Rainha Vermelha e Rainha Branca.

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Nas revistas de moda podemos ver, desde o ano passado, vários editoriais reproduzindo o clima lúdico da história de Alice. Em meio a tantos, destacamos o de outubro passado, com Peaches Geldof encarnando Alice para a revista Company; em janeiro foi a vez da francesa Número chamar Carol Trentini para fazer as vezes de Alice; e um dos mais recentes, na Elle Russia de março, com um editorial fofo no clima do filme.

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E pra todo mundo ficar ainda mais ansioso com a estreia, deixamos o trailer do longa mais esperado de todos os tempos!

11_fevereiro_2010

McQueen, o gênio

Postado por: à moda da casa

Após a trágica notícia de sua morte, nós d’À Moda da Casa deixamos este post em homenagem a um dos maiores nomes da moda britânica, Alexander McQueen.

McQueen deixou a escola aos 16 anos para trabalhar em Savile Row, onde chegou a fazer ternos para o Príncipe Charles. Passou temporadas no Japão e na Itália e em 1994 retornou a Londres, para estudar na Central Saint Martins. Sua coleção de graduação chamou a atenção de Isabella Blow, editora de moda da Tatler que acabou se tornando uma de suas amigas mais próximas. Em 1996 entrou para a Givenchy, substituindo John Galliano. Foi quatro vezes nomeado British Designer of the Year entre 1996 e 2003 e  ganhou o prêmio de Internacional Designer of the Year pelo Council of Fashion Designer Awards.

Seu legado de desfiles geniais e fora do convencional ficarão para sempre na história da moda. Para descrever toda sua critividade traduzida em roupas, nada melhor que este vídeo, mostrando em imagens os highlights de sua carreira. RIP Alexander McQueen.

11_dezembro_2009

Au revoir, Lacroix?

Postado por: à moda da casa

Depois de ter falência anunciada e ser obrigado a encerrar suas atividades no ateliê de alta costura, Christian Lacroix agora só poderá  usar seu nome em acessórios e  perfumes.

Uma matéria no fashionwatch de hoje relembra um pouco da trajetória do extravagante estilista francês que começou sua carreira na Hermés e que chegou a ser nomeado estilista mais influente pelo Council of Fashion Designer of America em 1987, ano em que abriu seu ateliê. A parceria turbulenta de anos com o grande grupo LVMH nunca rendeu muitos frutos, nem a venda para o American Falic Fashion Group.

O artigo também chama atenção para o fato de que a grife francesa veio caminhando ao longo dos últimos anos rumo a grave crise financeira em que se encontra hoje; além de analisar que as criações artísticas de Lacroix não conseguiram ser traduzidas para uma linguagem mais comercial, que vendesse.

Apesar da trajetória de altos e baixos da grife, muita gente considera Lacroix como parte da herança cultural francesa e acha que ainda pode ter uma mola no fundo do poço. Nós também!

ColagemLacroix

27_novembro_2009

Perfil:: Dener

Postado por: à moda da casa

Dener

Dener Pamplona foi o primeiro estilista de alta costura brasileiro. Veio de Belém do Pará para o Rio em 1945 e com 13 anos já  desenhava croquis para a importante boutique carioca, Casa Canadá. Vestiu grandes nomes da sociedade carioca em sua passagem pela cidade, incluindo Danuza Leão.

No início dos anos 50, foi para São Paulo, onde inaugurou seu próprio ateliê e conquistou dois prêmios por sua coleção, o Agulha de Ouro e de Platina no Festival de Moda Matarazzo-Boussac. Prestigiado pela mídia, em 1963 foi escolhido o estilista oficial da primeira-dama, Maria Teresa Fontela, esposa de João Goulart. Em 1968, fundou a “Dener Difusão Industrial de Moda”, considerada a primeira grife de moda criada no Brasil. Foi nos anos 70 que lançou sua autobiografia, Dener – o luxo, e o livro Curso Básico de Corte e Costura. Na mesma época, iniciava a grande disputa entre Dener e Clodovil pelo título de maior costureiro do Brasil.

Apesar de ser adepto às modelagens simples e clássicas, sua estética era considerada excêntrica, rica em cores; com referências européias mas inspirada em temas brasileiros.

ColagemDener

30_outubro_2009

Boa do finde

Postado por: à moda da casa

Estréia hoje nos cinemas o tão esperado Coco antes de Chanel!

Coco

O filme conta a história da estilista que, após a morte da mãe, é deixada pelo pai num orfanato, junto com a irmã. Na juventude, trabalha numa alfaiataria durante o dia e canta num cabaré à noite. Lá conhece o milionário Étienne Balsan, que a leva para viver com ele. É fazendo roupas para o amante que Chanel desenvolve o talento de estilista. Logo passa a usá-las também, ultrapassando os limites entre a vida, o amor e o trabalho. Mesmo vivendo apaixonadamente sabia, no entanto, que nunca se casaria; nem com o homem de sua vida, Boy Capel. Afrontando as convenções do seu tempo, Chanel inventa a mulher moderna.

Ótima pedida para esse feriado!

23_outubro_2009

Brigitte Bardot, ícone atual

Postado por: à moda da casa

Letícia Ribeiro

Este ano, Brigitte Bardot comemorou 75 anos! A atriz francesa foi ícone de beleza durante quase 3 décadas e influencia o mundo da moda até hoje.

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Brigitte nos anos 50, 60 e 70

Com seus cabelos super loiros, despenteados, olhos marcados com delineador preto e lábios carnudos, ela  era uma mistura de ninfeta e femme fatale.

Popularizou o xadrez vichy, as roupas pretas e foi uma das primeiras a usar biquini na praia e mostrar o corpo sem pudores.

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Brigitte sempre de preto (foto: haute stuff)

Apesar da época e de todos os modismos, seu estilo continua moderno e atual, tanto que continua sendo referência nas passarelas mundo a fora e também nas criações de estilistas. Na semana de moda de Paris, as modelos da Prada desfilaram com um penteado a la Bardot. Aqui no Brasil, a marca Guria estampou o rosto de BB em 2 camisas. Sem falar na novela Viver a Vida, em que parte da trama se passa em Búzios, o balneário que caiu nas graças da francesa.

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Bardot e desfile primavera-verão 2010 Prada

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BB em estampas da Guria

Na França, a atriz ganhou uma exposição em sua homenagem com cerca de 2 mil fotos e filmes que mostram momentos marcantes da vida e carreira da atriz no cinema e na moda. A mostra Brigitte Bardot – Les années <<insouciance>> , ficará em cartaz até 31 de janeiro de 2010 em Boulogne-Billancourt, perto de Paris. Quem estiver por lá, não pode deixar de conferir!

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