Muitas mulheres ainda têm medo de volumes extra que alguns modelitos podem proporcionar. Nos últimos anos, primeiro foram as balonês – que, diziam, nunca pegaria -, depois as mais contidas tulipas e, mais recentemente, as roupas arquitetônicas, com ângulos abusados. Agora, a peça da vez nas passarelas brasucas e que tem tudo para ser o charme do verão é a clochard. O nome de origem francesa é traduzido literalmente como “mendigo”, título que se deve à amarração característica destes modelos de calças, saias e shorts, que parecem ser maiores do que deveriam. Com ares de roupa de segunda mão mesmo.
Hit dos anos 1980, o cós clochard volta à tona sob formas mais contidas e modelagens mais interessantes que poderão até entrar para a wishlist das mocinhas que fogem das referências oitentistas. Para quem quer experimentar o modelito sem medo: aposte nos shorts e saias que tenham uma “sobra” de tecido no cós menor no quesito comprimento e volume. Outra dica é adotar um look monocromático como o da Graça Ottoni ou ainda confundir o olhar com estampas parecidas e a sobreposição de um paletó como fez a Cavendish. Note que se o tecido da saia ou short for um pouco armado, é melhor optar por um agasalho também mais rígido como o paletó do mesmo look. Já no visual da Claudia Simões, no qual a saia levinha quase não gera volume extra na cintura, vale sobrepô-la com uma camisa ou cardigan levinho.
Sabe aquela regrinha de contrabalançar o volume da parte de baixo do look com um top sequinho e vice-versa? Quando o assunto for clochards, é possível fugir deste jogo de contrastes. É que, neste caso, uma blusa de tecido leve que seja mais soltinha dará ainda mais graça ao arremate do clochard na cintura. O look do Lucas Nascimento, por exemplo, é lindo, mas é para poucas. Note como a regata justinha, unida à clochard volumosa gera uma ilusão de ótica de que a modelo não tem uma cinturinha bem marcada. Do contrário, quando a clochard mais volumosa é combinada com uma peça mais soltinha, cria-se a impressão de uma cintura mais fina, o que pode favorecer às donas de corpos não tão curvilíneos. A partir daí, é escolher se a parte de cima do look será a de maior destaque – como é o caso do look de Carlos Miele, através da blusa estampada – ou se será a parte de baixo a protagonista.





















